Pesquisa descreve o trabalho do enfermeiro de pronto socorro

por Assessoria de Comunicação Social (ACS) – Fundacentro publicada em 22/07/2013 09:54
O ritmo acelerado, a falta de gestão, humilhações, perseguições, agressões verbais e em muitas vezes até físicas, levam o profissional ao isolamento e ao sofrimento mental e físico, que por sua vez se desdobram em sintomas e distúrbios característicos da violência laboral.
Pesquisa descreve o trabalho do enfermeiro de pronto socorro

A pesquisa conduzida pela psicóloga da Fundacentro, Tereza Luiza Ferreira dos Santos, alerta para uma doença silenciosa e subjetiva: o sofrimento psíquico no exercício da profissão. Em 2008, o Sindicato dos Enfermeiros do estado de SP firmou com a entidade, Protocolo de Intenções de Cooperação Técnica para levantar quais os problemas de saúde que afetavam enfermeiros de pronto socorro da rede pública e privada.

Um dos principais pontos destacados pelo Sindicato eram as queixas constantes de seus associados, de assédio moral por parte de seus superiores e outras formas de violência ocupacional no desenvolvimento da atividade, além do assédio sexual de pacientes.

A metodologia utilizada por Tereza para avaliar esses trabalhadores foi uma abordagem qualitativa, caracterizada pela diversidade de técnicas que tinham como função proporcionar especialmente a compreensão de afetos, sentimentos, vivências, emoções no ambiente de trabalho, identificadas a partir da realização de entrevistas individuais e em grupo, e observação do enfermeiro durante o exercício da atividade realizada em unidades de pronto socorro da cidade de São Paulo.

O ambiente de trabalho

A pesquisa, finalizada em 2012, aponta que o ambiente de trabalho dos enfermeiros se caracteriza pela necessidade de rapidez, normalmente exercida sob pressão e ainda agilidade na tomada de decisões que muitas vezes requer raciocínio rápido.

Trabalhadores desse ramo de atividade também estão expostos a acidentes com instrumentos perfurocortantes, luxações, contaminação biológica, problemas de pele, respiratório, nervoso, neurológico, entre outros.

Além da responsabilidade em lidar com o cotidiano agitado dos pronto-socorros, os trabalhadores da enfermagem enfrentam diferentes demandas associadas aos horários de pico que podem variar de acordo com os meses do ano. A checagem dos equipamentos e materiais usados por esses profissionais também faz parte da responsabilidade e necessitam de orientação e supervisão do enfermeiro.

O ritmo acelerado, a falta de gestão, humilhações, perseguições, agressões verbais e em muitas vezes até físicas, levam o profissional ao isolamento e ao sofrimento mental e físico, que por sua vez se desdobram em sintomas e distúrbios característicos da violência laboral.

Para Tereza Ferreira falta na literatura estudos com este profissional –enfermeiros de pronto socorro – e sua relação com o tema burnout, termo que define o esgotamento físico e mental no trabalho. A psicóloga defende a implementação de políticas publicas para a atividade do enfermeiro, tais como, estrutura física adequada do pronto socorro, atentar para escalas de plantão, jornada e divisão de trabalho, entre outras.

A pesquisa intitulada “O trabalho do enfermeiro de pronto socorro”, sob coordenação e autoria de Tereza Luiza Ferreira dos Santos, encontra-se disponível para download em http://www.fundacentro.gov.br/dominios/ctn/anexos/AcervoDigital/Rel.t%C3%A9cnicoCTN-Tereza-trabalho_enfermeiro.pdf

A partir de 2014, a pesquisa será tema de livro. Oportunamente, novas informações serão divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social da Fundacentro.

Retirado do site http://www.cutsp.org.br/noticias/2013/07/22/pesquisa-descreve-o-trabalho-do-enfermeiro-de-pronto-socorro

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